Por Laila Hallack
“Precisamos lutar pela justiça e pela fraternidade nos meios de comunicação”. Assim, a representante dos movimentos sociais, Adenilde Petrina, encerrou sua fala na abertura da Conferência Municipal de Comunicação realizada na sexta-feira, 25, à noite. Antes de passar a palavra para os palestrantes, Adenilde ressaltou a importância da comunicação e da informação para o exercício da cidadania e o alcance da democracia.
Na solenidade, o professor da Universidade de Brasília (UNB), Murilo César Oliveira Ramos, e o coordenador da Associação Brasileira de Radiodifusão (Abraço), Josué Franco Lopes, participaram da palestra “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital”. Antes de esclarecer alguns aspectos sobre as políticas de comunicação, Murilo comentou sobre o grande desafio político enfrentando para a realização da Conferência Nacional. Segundo ele, o objetivo principal de todas as discussões é pensar em um novo modelo institucional de comunicação para o país e em um marco regulatório.
Para o professor, a questão precisa ser debatida por quem está envolvido nos processo e não apenas pelos empresários e políticos como tem sido feito desde a elaboração dos primeiros artigos de lei referentes à comunicação. “Para pensar em políticas claras, é preciso encarar a armadilha de leis”. O professor abordou os problemas enfrentados pelas rádios comunitárias e os desafios da TV aberta enquanto espaço para atender a população. “Não nos percamos na discussão das novidades tecnológicas, precisamos resolver as questões fundamentais que cercam a comunicação”, encerrou.
Coquetel de abertura movimenta primeiro dia da Conferência
Josué também criticou as forças conservadoras e o monopólio da comunicação, que tentaram manipular e evitar a organização da Conferência Nacional. E reconheceu que o desafio será ainda maior para a concretização das propostas. “As resoluções da Conferência não serão automaticamente colocadas em prática, mas o processo de formulação já é importante para fortalecer o debate da democratização”, considerou. Em sua fala, destacou que a comunicação precisa garantir a diversidade.
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