Texto da Comissão Estadual Pró-Conferência na Bahia
Ei você aí! Aposto que você sabe o papel dos meios de comunicações no mundo atual. É só pensar na importância que os membros da sua família dão para assistir TV, ouvir rádio, navegar na internet, utilizar o celular ou ler livros, jornais e revistas. Pois é, boa parte das nossas relações sociais, educação, posições e gostos têm interferência da mídia. Mas no Brasil não habituamos a pensar a comunicação como direito de todos e todas. Vivemos numa terra”sem lei” na qual as decisões neste setor estão entregues basicamente aos políticos herdeiros dos coronéis e grandes empresários.
Alguns temas fundamentais
Pela primeira vez teremos um ambiente no qual os setores populares da sociedade podem participar na elaboração de políticas públicas de comunicações e a pretensão é tocar em temas espinhosos para os donos da mídia.
* Formação de Sistema Público de Comunicação com gestão participativa;
* Mecanismos de transparência e participação popular nas concessões de Rádio e TV;
* Controle social para os veículos que desrespeitam os direitos humanos;
* Combater a criminalização das rádios comunitárias e livres;
* Proteger a comunicação da interferência do poder político e religioso;
* Universalizar o acesso ao computador e banda larga na internet;
* Baratear as tarifas telefônicas, livros, jornais e revistas;
* Adequar a educação as novas tecnologias da comunicação e leitura crítica dos meios;
* Valorizar a diversidade étnico e racial nos meios de comunicação;
* Proteger e difundir a produção regional e independente;
* Liberdade e privacidade na internet associada ao compartilhamento de arquivos.
A trajetória da Conferência
A batalha pela I Conferência Nacional de Comunicação foi dura, o Ministro das Comunicações, Hélio Costa, se negava a convocar, ele é aliado histórico da Rede Globo e proprietário de rádio FM em Minas Gerais. A pressão social foi tanta que o presidente Lula passou por cima do Ministro e convocou a Conferência em pleno Fórum Social Mundial em Belém do Pará.
A caminho do Dois de Julho da comunicação
A nossa terra é um dos maiores exemplos do coronelismo midiático, onde poucas famílias têm controle dos meios de comunicação. Mas nossa ‘reforma agrária’ do ‘ar’ começou em 2008 quando a Bahia saiu na frente para democratizar o setor ao realizar a I Conferência Estadual de Comunicação, mesmo com boicote dos empresários. Agora diversas entidades estão envolvidas na Comissão Estadual Pró Conferência Nacional. Seja na capital ou no interior, para participar é só mandar e-mail para confecom.bahia@gmail.com
Mais Informações: Bahia- http://cpc-ba.ning.com e Nacional:http://proconferencia.org.br
Entidades da Comissão Pró Conferência Baiana
Facom-UFBA, UNEB, Cipó, Instituto de Mídia Étnica, CUT, Sinterp, CRP, ENECOS, Intervozes, CTB, Portal Vermelho, C.A de Comunicação da UCSAL, FNDC, ABRAÇO, MOC, MSTS, AMB, CEN, UJS, Comitê pela Democratização da Comunicação de Juazeiro, Sindicato dos Bancários, Cojira, Fórum de Defesa do Idoso.
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