Ao final de três dias de trabalho, a Conferência Estadual do Paraná (Conecom – Paraná) chegou a sistematizar um total de 177 propostas, que serão encaminhadas para a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (1ª Confecom), que acontece em Brasília de 14 a 17 de dezembro.
Em meio a ideias sobre os três eixos temáticos (Produção de conteúdo; Meios de distribuição; e Cidadania: direitos e deveres), algumas propostas chamaram atenção. A criação de um conselho federal de jornalistas como instrumento de aplicação do código de ética da profissão, a destinação de publicidade pública para rádios comunitárias e proibição de veiculação de conteúdo homofóbico ou degradante à cultura GLBT nos meios de comunicação foram aprovadas por unanimidade.
Para o presidente da Comissão Organizadora da Confecom, Marcelo Bechara, o evento deste fim de semana foi um sucesso. “O Paraná mostrou que se preparou para a conferência estadual de uma forma bem estruturada. Isso se reletiu desde o número de inscrições até a programação de paineis”, elogiou.
Para o historiador Jorge Ran, uruguaio radicado no Brasil, a iniciativa foi mais do que bem-vinda. “É um acontecimento histórico que poderá servir como divisor de águas. O povo brasileiro começa a ocupar um espaço que não tinha. Isto pode trazer uma revolução cultural, uma nova consciência, uma sociedade mais justa. É bom lembrar que a comunicação começa em casa, com os pais, e não está apenas nos veículos de comunicação. Ela é a base para a construção da sociedade.”
Ao todo, foram eleitos 81 delegados que vão representar o estado na 1ª Confecom. Eles estão divididos em 36 para a sociedade civil, 36 para a sociedade civil e outros nove do poder público.
Durante a plenária final foram apresentadas as propostas e moções de aprovação e repúdio. No entanto, uma das moções foi retirada da pauta por conter uma tese e, assim, deve ser apresentada como proposta em outra etapa estadual.
A Conecom do Paraná aconteceu entre os dias 6 e 8 de novembro.
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