A inserção do cidadão no processo da comunicação foi um dos pontos mais debatidos na Conferência Estadual de Comunicação do Rio Grande do Sul (Conecom-RS), nesta quarta-feira, dia 18, em Porto Alegre. Representantes da sociedade civil, da sociedade civil empresarial e do poder púbico reuniram-se na capital gaúcha para discutir a comunicação no Brasil e contribuir com propostas para a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (1ª Confecom), que acontece em Brasília, entre os dias 14 e 17 de dezembro, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
Logo na abertura do evento, o subchefe executivo da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Ottonni Fernandes Junior, enfatizou a necessidade de um debate democrático, da participação de todos os setores da sociedade e da formação de uma legislação única. “É importante que nessas conferências tenhamos o início de vários debates. Um deles é definir qual será o órgão controlador da comunicação brasileira. Quando muita gente manda, há um vácuo”.
O cidadão tem que ter acesso ao processo de comunicação, na opinião de Pedro Guareschi, professor de psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e palestrante do painel sobre “Produção de conteúdo”, um dos eixos temáticos da 1ª Confecom. “É preciso que o cidadão paute a mídia, e não o contrário. Ele tem que deixar claro para os meios de comunicação o que quer ver. A comunicação tem que fazer parte da cesta básica do brasileiro, assim como o arroz e o feijão”, defende.
O desafio, agora, é aplicar de forma prática as ideias que estão surgindo em Porto Alegre. Para advogado Eduardo Krause, outro palestrante da Conecom-RS que tratou da “Produção de conteúdo”, este é um ponto chave. “Alguns juristas atribuem aos presidentes de agências reguladoras um papel semelhante ao de juízes, porque eles deliberam sobre determinados assuntos. No Brasil, temos apenas 10 agências reguladoras federais que cuidam de tudo, enquanto no resto do mundo é comum haver mais. Precisamos de um órgão assim na comunicação. Mas, principalmente, precisamos de transparência e participação ativa da sociedade no processo de escolha da diretoria dessa agência.”
20 de novembro de 2009 às 21:24
Soube por acaso que aconteceria essa etapa estadual. Procurei pela internet, e nada! É irônico que uma Conferência sobre Comunicação aconteça sem divulgação…é preciso, mesmo, q se discuta esse tema!!