Agora é oficial. Apenas a Telebrasil (Associação Brasileira de Telecomunicações) e a Abra (Associação Brasileira de Radiodifusão) deverão permanecer na Conferência Nacional de Comunicação. A continuação dessas duas entidades, que representam as teles e a Band e a Rede TV!, ainda depende de reunião, que acontecerá na próxima segunda-feira, junto com as entidades sociais. “Ainda tem a questão do voto qualificado, se é 60% ou 60% mais um, mas não é nada incontornável e provavelmente continuaremos”, disse José Pauletti, presidente da Abrafix.
As outras entidades representantes dos empresários na Confecom – Abert (de radiodifusores, capitaneados pela Globo), Abranet (dos provedores), ABTA (das TVs por assinatura), Aner, Adjori e ANJ (da mídia impressa) decidiram sair. O anúncio foi feito hoje, em reunião com os ministros responsáveis pela coordenação da conferência, Hélio Costa (Comunicações), Franklin Martins (Secretaria de Comunicação Social) e Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência).
O ministro Hélio Costa minimizou a posição dos empresários, afirmando que eles só não participarão da comissão organizadora. “Foi uma coisa muito civilizada não é um abandono da Confecom pelo contrário, eles estão abrindo um espaço na comissão preparatória para que ela possa chegar a uma proposta final consensuada”, frisou. “Existe apenas o afastamento do setor de radiodifusão liderado pela Abert, onde há realmente uma dificuldade de trabalhar”, disse.
Os representantes da Abert e da Abranet não quiseram comentar o assunto, mas prometeram divulgar uma nota com a posição deles ainda hoje à tarde. O presidente da ABTA, Alexandre Annenberg, confirmou a saída da entidade da comissão organizadora da Confecom.
Na segunda-feira, os representantes das entidades sociais também deverão apresentar o posicionamento delas em relação à proposta apresentada pelo governo. A demora na aprovação do regimento interno tem prejudicado a realização das etapas preparatórias da conferência, que acontecerá na primeira semana de dezembro, em Brasília.
13 de agosto de 2009 às 22:17
Quem espera nunca alcança…
Talvez ninguém da Comissão Nacional tenha prestado atenção na composição de Chico Buarque e por conta disto as bases despretigiadas se mostrem tão revoltadas com os acontecimentos.
Perdoem a lucidez, mas temos problemas com a própria Comissão. Não adianta apontar o dedo apenas para os empresários do setor, pois a incompetência nos parece geral. Como podem os concessionários de um serviço público terem mais importância na discussão do mesmo, que os donos, a população servida? A Nacional poderia há muito ter ratificado muitos itens do regimento interno, pois segundo informações da própria, as objeções eram poucas, não nos remetendo ao caráter fundamental das mesmas.
A Falta de ação e deliberação estão custando caro aos que estão movimentando a sociedade em suas bases neste momento. Os informes carecem de documentação, dificultando o acesso popular as instâncias decisórias. Cheguei a ler algo sobre delegados pétreos em deliberaçoes, que presumo terem sido refutadas…
Afim de garantir mais força política às conferências estaduais, optamos em realizar municipais.Qual não foi nossa surpresa ao recebermos informes, há praticamente duas semanas do prazo final, de que elas não seriam relevantes em termos de propostas delegadas.
Será esta uma lição de democracia?
Houve falta de comunicação? Se esta aconteceu como podemos levantar e discutir a questão se não fazemos nem nosso dever de casa?
Espero que este desabafo, de certo modo passional, não seja considerado um argumento desmobilizador. Muito pelo contrário, em recente reunião até nos motivou mais.
Já foi dito que o preço da liberdade é a eterna vigilância e que o poder corrompe.
Espero causar reflexão e mais posicionamento, os caminhos permanecem abertos