A convergência digital dominou o segundo dia de trabalho neste sábado, 21, em Goiânia, dentro da Conferência Estadual de Comunicação de Goiás (Conecom-GO). O evento estadual vai formular propostas a serem apresentadas à Comissão Organizadora Nacional (CON) da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (1ª Confecom), programada para o Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, entre os dias 14 e 17 de dezembro.
Na Conecom-GO, o assunto que mais ganhou destaque foi a tecnologia, que traz grandes possibilidades, mas carrega ao mesmo tempo muitos desafios. Para o professor da Universidade Federal de Goiás (UFGO), Edson Spenthof, grande parte do ônus deve ser pago pelo Legislativo. “Existe um déficit jurídico sobre o assunto, porque a tecnologia avança e a lei não acompanha”, disse.
O professor, que foi palestrante no debate “Legislação das Comunicações”, entende que o conceito de mídia de 40 anos atrás está totalmente superado. Mas ele destaca que isso ainda não é reconhecido. “Juridicamente, há correntes que sequer consideram a internet como mídia”.
Alberto Campos, representante da sociedade civil empresarial e diretor de expansão do Sistema Fonte de Comunicação, defende que a discussão deve olhar para frente e não apenas tratar do que existe hoje em dia. “O mais importante deste debate é ter consciência do que temos, mas também imaginarmos o que poderemos ter no futuro. Se não, estaremos sempre atrasados”, acredita. Como exemplo, ele cita justamente a convergência digital. “O espectador hoje apenas absorve o conteúdo da TV, sem poder de escolha, o que se chama de couch mode. Com a tecnologia digital e a convergência, ele terá o poder de alterar o conteúdo que chega à tela. É sobre isso que precisamos pensar”, explicou.
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