O ciclo de debates que o Ministério da Cultura vem promovendo com vistas à preparação para a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) apresentou na sexta-feira, dia 28 de agosto, a segunda palestra, que teve como tema as Novas Tecnologias para as Comunicações. O encontro foi no auditório do edifício-sede do MinC, na Esplanada dos Ministérios, onde as reuniões acontecerão até 25 de setembro, todas as sextas-feiras, sempre no horário das 9h às 12h30. A Confecom será realizada em Brasília, no período de 1° a 3 de dezembro deste ano.
A segunda palestra foi proferida pelo engenheiro elétrico e pesquisador da Fundação Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Takashi Tome, e pelo doutor em Informática, Guido Lemos, nome atuante no desenvolvimento do middleware Ginga, que foi adotado como padrão no Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD). O coordenador de Cultura Digital da Secretaria de Políticas Culturais do MinC, José Murilo Júnior, fez parte da mesa.
O tema Novas Tecnologias para as Comunicações foi dividido em quatro tópicos: O espectro de radiofrequência, rádio digital, TV digital e perspectivas: A internet do futuro.
Desafios
Durante a palestra foram abordadas questões relativas, por exemplo, aos modelos conceituais de evolução tecnológica - Evolução In-Band, incluindo as várias propostas de tecnologia para o rádio digital, como o IBOC (In-Band-On-Channel), e também aos novos desafios, propostas e tecnologias direcionadas à Internet. “O que se quer é a construção de uma rede mais robusta para os próximos anos”, disse Takashi, que na parte relativa à rede de sensores citou a computação ubíqua, cujo conceito salienta a integração da informática com as ações e comportamentos das pessoas. “É a ideia da aplicação de chips em objetos que fazem parte do nosso cotidiano: canetas, roupas, óculos, por exemplo”, observou o engenheiro.
Outros bons momentos da palestra de sexta-feira vieram com as reflexões propostas por Guido Lemos, que tratou de TV digital. Uma das questões levou em conta os equipamentos e os processos de produção, que mudam nas estações de TV com a digitalização. “Há uma necessidade de apropriação da tecnologia, tudo ainda está muito no início, as faculdades de comunicação vão ter que incorporar essa nova plataforma tecnológica da TV digital e será outro o perfil dos novos profissionais”, observou o palestrante. Ele citou alguns requisitos básicos do SBTVD, como robustez, flexibilidade, interatividade e inclusão digital.
Confecom
A 1ª Conferência Nacional de Comunicação foi instituída por decreto presidencial assinado em abril deste ano. O evento será presidido pelo Ministério das Comunicações, com a colaboração da Presidência da República, por meio da Secretaria Geral e da Secretaria de Comunicação Social. Vários órgãos do poder público e instituições da sociedade civil integram a comissão organizadora.
A terceira palestra preparatória à realização da Confecom acontecerá na próxima sexta-feira, dia 4 de setembro, no auditório da sede do Ministério da Cultura (Esplanada dos Ministérios-Bloco B -Térreo), e o tema será O Território da Comunicação no Ambiente da Cultura.
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